Você deve estar se perguntando,porque eu comecei logo com este título.
Vou explicar: eu nasci numa cidade interiorana , pequena , pacata e sem grandes estruturas . Reza a lenda que minha mãe foi levada num carro de boi até a maternidade.
Ao nascer , me tornei o assunto da cidade.Todos queriam ver a menina de cinco quilos , cabelos escorridos e olhos orientais que o jornal local publicara.
Eu cresci , claro. Mas sempre de maneira diferente de todoas as meninas a minha volta.
Minhas irmãs mais velhas que eu , e a medida que ia me aproximando da adolescência ,ia me destacando delas.
Calçava um número a mais , e pra usarmos os mesmo sapatos , eu andava com os dedos encolhidos. As roupas éram motivos de queixas de meus pais , e sátira de meus irmãos.
Na escola não era diferente : eu queria ser a primeira da fila.Segurar na mão da professora , pelo menos uma vez . Mas eu nunca realizei esse desejo.
Eu era sempre a mais alta da turma e ia no fim da fila , onde as crianças podem ser , e são más.
Os empurrões e cutucões, palavras cortantes , palavrões, puchões de mochilas e planos malígnos rolavam ali. Quando olhava pra frente , via a menininha delicada de mão dadas com a professora , que sempre sorria maternalmente pra ela.
Eu quis tantas vezes ser aquela pirralhinha...A professora tambem olhava pro final da fila , mas sempre com desprezo ,zangada e gritando: andem seus idiotas , seu burros , lerdos e outros atributos dispensáveis.
Na sala de aula , todos os primeiros dias de aula eu tentava o mesmo feito , sentar na primeira carteira.
Mas , logo que me acomodava , a professora me trocava de lugar com alguem baixo ou cégo.
Morria de raiva, mas percebi logo que tambem era em vão reclamar com quem quer que fosse ,na escola ou em casa.
Um dia ,estava sentada na porta da cozinha comendo leite com farinha e açúcar. Meu pai veio do quintal, pôs a mão em minha cabeça - achei que fosse um carinho- e disse: - Desse jeito não vou mais sair com você na rua. Ta tão gorda que todos comentam na rua que você parece uma baleia. Não ando com gordas , tenho vergonha. Parecem um colchão amarrado pelo meio.
Naquele dia ele prometeu nos levar a um parquinho na tarde, mas não fomos. minhas irmãs , no fundo do quintal , me beliscavam , puxavam meus cabelos me culpando por ser tão gorda queo pai não quis sair conosco.
Aprendi neste dia que meu pai mentia quando prometia sair com a gente pro parquinho ; tanto que nem ligava mais quando prometia. Aprendi que irmãos são mais cruéis que qualquer estranho ,que o ditado esta certo , palavras são facas de dois gumes e sobretudo , descobri que as pessoas me viam , me julgavam e condenavam , sem eu ser o réu que me intitulavam.
Não me sentia gorda como uma baleia , grande como um gigante e estava perdida sem saber o que fazer ou pensar .
E foi natural me calar e traumatizar aos cinco ou seis anos de idade quando tudo acontecia assim...


Eu sei que faz tempo que isso foi postado, mas queria dizer que me identifiquei muito com a sua história. Também nunca fui magra e isso foi piorando quando fui crescendo. Os rapazes não se interessam por mim, e minha mãe achava que era minha culpa e ainda acha, pois ainda não me casei e ela me chama de Jaburu e hoje ela me chamou de colchão amarrado por meio. É muito triste porque meu pai me abandonou quando nasci e agora não tenho com quem contar, pois minha mãe não me apoia, só sabe falar mal de mim e dar apoio ao gigolô do marido dela. Eu quero muito que isso acabe e que Deus me ajude a sair dessa situação, porque eu estou muito depressiva e me distanciando de todos a minha volta.
ResponderExcluirTemos que ter muita força para lutar contra isso contra pessoas ruins e maldosas
ExcluirIsso infelizmente aconteceu comigo ontem eu estou grávida de 4 meses, meu marido mim falou quê eu estou a mesma coisa de um colchão amarrado pelo meio, eu estou muito mal só sei chorar tô com muita vergonha de mim como mulher sabe!!!
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